Quando o esquecimento frequente pode ser sinal de problema neurológico

Postado em: 09/02/2026

Quando o esquecimento frequente pode ser sinal de problema neurológico

Esquecer onde deixou as chaves, o nome de alguém recém-apresentado ou o motivo de ter entrado em um cômodo é algo comum e, na maioria das vezes, não indica doença. Esses lapsos costumam estar relacionados à distração, ao cansaço ou à sobrecarga mental.

A atenção aumenta quando o esquecimento frequente passa a se repetir, evolui ao longo do tempo ou começa a interferir na rotina, no trabalho ou na autonomia. Nesses casos, é importante avaliar se a alteração ainda faz parte do esperado ou se pode indicar um problema neurológico.

Neste artigo, a Dra. Camila Hobi explica como diferenciar alterações normais da memória de sinais que exigem avaliação neurológica especializada.

O esquecimento é normal?

Até certo ponto, sim. Com o passar dos anos, o cérebro pode apresentar mudanças sutis na forma de processar e recuperar informações. Além disso, fatores como estresse, ansiedade, noites mal dormidas, excesso de estímulos digitais e falta de atenção favorecem lapsos ocasionais.

Esse tipo de esquecimento tende a ser esporádico, não apresenta piora progressiva e não compromete a independência. Muitas vezes, a informação esquecida é lembrada mais tarde, sem prejuízo funcional.

O que define se o esquecimento merece atenção não é apenas o ato de esquecer, mas a frequência, a evolução dos sintomas e o impacto na vida diária.

Principais causas da perda de memória

A perda de memória pode ter diferentes origens. Muitas delas são reversíveis quando identificadas precocemente.

Estresse e ansiedade

Estados prolongados de estresse elevam os níveis de cortisol, prejudicando a concentração, o foco e o registro de novas informações.

Falta de sono

O sono é essencial para a consolidação da memória. Dormir mal compromete a organização das informações adquiridas ao longo do dia e afeta o desempenho cognitivo.

Má alimentação e deficiências nutricionais

A deficiência de vitamina B12 é uma causa frequente e tratável de alterações cognitivas. Dietas pobres em nutrientes essenciais também impactam a saúde cerebral.

Depressão

Além das alterações de humor, a depressão pode gerar lentificação do pensamento, dificuldade de foco e sensação de “névoa mental”, simulando falhas de memória.

Efeitos colaterais de medicamentos

Alguns medicamentos usados para ansiedade, insônia, dor ou controle da pressão arterial podem interferir na atenção e na memória.

Alterações hormonais

Mudanças hormonais, especialmente durante a menopausa, podem influenciar a função cognitiva em algumas mulheres.

Distúrbios neurológicos

Em menor proporção, alterações de memória podem representar sinais iniciais de demência, doença de Alzheimer ou outras doenças neurológicas, sobretudo quando os sintomas são progressivos e associados a prejuízo funcional.

Quando a perda de memória deve preocupar?

Alguns sinais funcionam como alertas importantes e não devem ser ignorados:

  • Dificuldade constante para lembrar fatos recentes;
  • Repetição recorrente das mesmas perguntas ou histórias;
  • Desorientação ou perda em lugares familiares;
  • Dificuldade para realizar tarefas habituais;
  • Esquecimento de compromissos importantes;
  • Prejuízo na autonomia, no trabalho ou nos relacionamentos.

Quando esses sinais se tornam frequentes ou apresentam progressão, a avaliação médica é fundamental.

Como diferenciar alterações normais e preocupantes da memória

As alterações consideradas normais costumam ser pontuais, associadas à distração ou ao cansaço, e não provocam impacto significativo na vida diária.

Já as alterações preocupantes tendem a ser progressivas, afetam principalmente a memória de curto prazo, dificultam tarefas simples do cotidiano e, muitas vezes, são percebidas primeiro por familiares ou pessoas próximas.

Como fortalecer a memória e a saúde cerebral

Cuidar do cérebro é um processo contínuo. Algumas estratégias contribuem de forma significativa para a saúde cognitiva:

  • Atividade física regular, que melhora a circulação cerebral;
  • Estímulo cognitivo, como leitura e aprendizado de novas habilidades;
  • Sono de qualidade, entre 7 e 9 horas por noite;
  • Alimentação equilibrada, rica em frutas, vegetais, peixes e gorduras boas;
  • Manejo do estresse, com técnicas de respiração, meditação ou ioga;
  • Vida social ativa, que favorece a cognição e o bem-estar emocional;
  • Redução do consumo de álcool e abandono do tabagismo.

Essas medidas auxiliam tanto na prevenção quanto no tratamento de alterações cognitivas.

Quando procurar um neurologista em São Paulo?

A consulta com um neurologista é indicada quando a dificuldade de memória se torna frequente, progressiva ou gera insegurança para o paciente e a família.

Também é recomendada em pessoas com histórico de AVC, epilepsia, traumatismo craniano ou uso contínuo de medicamentos que possam interferir na cognição.

A investigação neurológica permite diferenciar causas reversíveis de condições que exigem acompanhamento específico, com base em entrevista clínica, exame neurológico e, quando necessário, exames complementares.

Cuidar da memória é preservar autonomia e qualidade de vida

Perceber alterações na memória pode gerar insegurança, mas buscar orientação adequada é o primeiro passo para cuidar da saúde cerebral com tranquilidade e responsabilidade.

Se o esquecimento frequente tem causado preocupação, agende uma consulta com a Dra. Camila Hobi, neurologista em São Paulo, para uma avaliação neurológica completa, individualizada e baseada em evidências.


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