EEG para diagnóstico de epilepsia: quando é indicado

Postado em: 12/01/2026

EEG para diagnóstico de epilepsia: quando é indicado

Após uma primeira crise epiléptica, é fundamental investigar a causa do episódio e o risco de novas ocorrências.

O EEG para diagnóstico de epilepsia é um dos principais exames nesse processo, pois registra a atividade elétrica cerebral e identifica padrões compatíveis com crises e síndromes epilépticas.

Seguro, indolor e não invasivo, o eletroencefalograma (EEG) ajuda a definir o tipo de crise, localizar áreas envolvidas e orientar o tratamento de forma mais precisa.

Neste texto, você vai entender como o EEG funciona, quando é indicado, quais são os tipos disponíveis e como se preparar para realizá-lo.

O que é o exame de EEG?

O eletroencefalograma (EEG) é um exame que registra a atividade elétrica do cérebro por meio de eletrodos posicionados no couro cabeludo.

As ondas captadas são analisadas pelo neurologista para identificar alterações compatíveis com epilepsia e outras condições neurológicas.

No consultório da Dra. Camila Hobi, o exame é realizado com equipamentos de alta precisão e vídeo integrado, permitindo uma avaliação mais completa e segura.

Como funciona um EEG?

Durante o exame, sensores detectam pequenas variações elétricas produzidas pelos neurônios.

O equipamento converte essa atividade em gráficos que representam os padrões de vigília, sono e possíveis alterações associadas a crises epilépticas.

Como o EEG registra sobretudo a atividade do córtex cerebral, eventos muito profundos podem não ser identificados.

Por que o EEG é importante no diagnóstico de epilepsia?

A epilepsia é caracterizada por crises recorrentes, que muitas vezes deixam padrões elétricos específicos, chamados descargas epileptiformes, visíveis no EEG mesmo fora das crises.

O exame contribui para:

  • Diferenciar tipos de crises;
  • Identificar síndromes epilépticas;
  • Localizar áreas possivelmente envolvidas;
  • Complementar a avaliação clínica e orientar o tratamento.

Tipos de EEG utilizados na investigação da epilepsia

As modalidades são escolhidas conforme a necessidade clínica:

  • EEG de rotina: dura cerca de 20–30 minutos e é o primeiro exame solicitado.
  • EEG do sono: registra a atividade cerebral durante o sono, quando algumas alterações se tornam mais evidentes.
  • EEG após privação de sono: aumenta a chance de detectar alterações não observadas em vigília.
  • EEG ambulatorial: monitora por um ou vários dias, enquanto o paciente realiza suas atividades habituais.
  • Vídeo-EEG (telemetria): combina monitorização contínua e gravação em vídeo, correlacionando sintomas e atividade elétrica.
  • EEG invasivo: indicado em situações específicas, geralmente na avaliação pré-cirúrgica de epilepsia.

Todas as crises epilépticas aparecem no EEG?

Nem sempre. Algumas crises acontecem em áreas profundas do cérebro ou simplesmente não ocorrem no momento do exame, o que faz com que não sejam registradas. Por isso, um EEG normal não exclui o diagnóstico de epilepsia.

Mesmo assim, o exame pode mostrar descargas interictais, que são pequenas alterações elétricas que aparecem entre as crises.

Esses sinais ajudam a identificar uma predisposição a crises epilépticas e contribuem para definir o tipo de epilepsia e o tratamento mais adequado.

Quando o EEG é indicado no diagnóstico de epilepsia?

O EEG costuma ser solicitado nas seguintes situações:

  • Primeira crise sem causa aparente;
  • Episódios de desmaio, confusão ou “ausências” que possam corresponder a crises epilépticas;
  • Crises recorrentes sem diagnóstico definido;
  • Necessidade de identificar a origem ou o tipo da crise;
  • Dúvida se o evento foi realmente epiléptico.

Achados comuns do EEG em casos de epilepsia

No EEG, alguns padrões podem sugerir epilepsia. Entre os achados mais frequentes estão:

  • Espículas e ondas agudas, típicas de atividade epileptiforme;
  • Descargas focais, frequentemente associadas às epilepsias do lobo temporal;
  • Ritmos alterados, compatíveis com determinados tipos de crise.

A interpretação desses achados deve ser feita por um neurologista especializado, que relaciona o exame ao quadro clínico do paciente.

Como se preparar para um EEG

Para garantir um exame de boa qualidade, as orientações mais comuns incluem:

  • Lavar e secar bem o cabelo;
  • Evitar cremes, gel ou sprays;
  • Manter o uso das medicações habituais, salvo orientação contrária;
  • Seguir instruções específicas quando houver indicação de privação de sono.

Como é o procedimento do EEG?

O exame dura, em média, 20 a 40 minutos. A técnica posiciona os eletrodos no couro cabeludo, ajusta o equipamento e inicia o registro da atividade cerebral.

Durante o procedimento, o paciente:

  • Alterna períodos de olhos abertos e fechados;
  • Realiza hiperventilação (respiração profunda estimulada);
  • Pode ser exposto à estimulação luminosa para avaliar fotossensibilidade.

Após o término, o paciente pode retornar às suas atividades normalmente.

Eletroencefalograma: perguntas frequentes

A seguir, você encontra respostas rápidas e claras para as dúvidas mais comuns sobre o exame.

1. O EEG substitui a ressonância magnética?

Não. O EEG avalia a função cerebral, enquanto a ressonância magnética analisa a estrutura do cérebro. Os dois exames se complementam e, juntos, ajudam a esclarecer a causa de crises e outras alterações neurológicas.

2. O EEG é seguro?

Sim. O exame é indolor, não utiliza radiação e não aplica corrente elétrica no cérebro. Ele apenas registra a atividade elétrica natural, sendo seguro para crianças, adultos e pessoas com epilepsia.

3. Quanto tempo após uma crise o EEG mostra alterações?

O EEG registra somente a atividade elétrica durante o exame. Algumas alterações entre as crises — chamadas descargas interictais — podem aparecer depois, mas nem sempre. Por isso, o resultado deve ser analisado junto à história clínica.

4. O EEG pode desencadear uma crise epiléptica?

Isso é incomum. Alguns estímulos, como luz intermitente ou hiperventilação, podem provocar alterações elétricas em pessoas sensíveis, mas são procedimentos controlados e realizados com supervisão. A equipe está preparada caso ocorra qualquer intercorrência.

Clareza no diagnóstico, segurança no tratamento

O eletroencefalograma para epilepsia em São Paulo é essencial para confirmar o diagnóstico e direcionar o tratamento adequado.

Quando interpretado por uma especialista, como a Dra. Camila Hobi Moreira, o exame oferece maior precisão e segurança nas decisões clínicas.

Se você teve uma crise ou suspeita de epilepsia, agende uma avaliação. Um diagnóstico correto é decisivo para orientar o cuidado e melhorar seu bem-estar.


O que você achou disso?

Clique nas estrelas

Média da classificação 0 / 5. Número de votos: 0

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.